O que dizem os especialistas?
Divulgação

Emeleocipio Botelho de Andrade

Engenheiro Agrônomo
Presidente da FUNAGRI

As palmeiras são plantas que apresentam uma arquitetura excepcional. Sua morfogênese e filotaxia são de surpreendente precisão matemática. Os botânicos as classificaram na Ordem Principes, como forma de expressar a sua realeza.

O açaí (Euterpe oleracae Mart.) é uma palmeira nativa da Amazônia, cuja leveza de sua estrutura é de uma beleza pictórica, e sua excelsitude se expressa na nobreza dos produtos que disponibiliza.

Apesar das folhas, folíolos, estipes e raízes terem um aproveitamento generalizado e fundamental para os habitantes das regiões onde medra, são no palmito e nos seus frutos onde se concentra a importância econômica de sua exploração racional, dentro do agronegócio paraense.

No Estado do Pará, onde essa palmeira desempenha papel quase místico, o vinho oriundo da polpa de seus frutos é consumido como alimento básico pela população local. A produção é estimada em 180 mil toneladas de frutos por ano. Seu consumo, hoje, espalhou-se pelo Brasil e desperta interesse em algumas partes do mundo.

É um alimento rico e energético uma vez que é, em mais de 50%, composto de gorduras e açúcares.

Seu teor de fibras é elevado e importante como facilitador do trânsito dos alimentos nos intestinos. As antocianinas, que conferem aos frutos a cor violeta, são polifenóis que têm papel destacado na composição química dos frutos do açaí. Esses pigmentos atuam como compostos antioxidantes e neutralizam os radicais livres metabolizados pelo organismo. Esse fato assegura uma melhor circulação sanguínea e protegem o organismo contra o acúmulo de placas de depósito de gorduras, as quais conduzem à arterosclerose. Esses pigmentos naturais estão, também, sendo utilizados pela indústria, principalmente farmacêutica. Em odontologia é utilizado como detector de cáries.

Voltar